O romântico não correspondido
O Pierrot é um personagem antigo da comédia Dell Arte, um movimento de teatro errante que nasceu na Itália no século XVI. Ele é conhecido como o bobo apaixonado. Ama a Colombina, mas não é correspondido. É daí que nasce sua característica mais marcante: a melancolia.
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A relação do Pierrot com o amor — sempre tão romântico, sempre à margem — é quase um espelho da nossa própria vida. Todos nós temos uma paixão que perseguimos, um sonho que tentamos alcançar… e, de repente, percebemos que desviamos do caminho, como quem ama e não é correspondido. É nesse tropeço suave que mora o Pierrot em nós.
E é aí que a melancolia aparece. Não como tristeza densa, mas como aquela névoa leve que pede silêncio, pausa, um retorno ao íntimo. Uma melancolia que sussurra para nos reaproximarmos das nossas paixões, que se alimenta dos momentos de solidão, esperança e dos pequenos rituais do cotidiano.
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Os romances que lemos, o filme que revemos para sentir algo familiar, as roupas que vestimos como conforto. É nesse ponto que a melancolia se mistura com o romantismo: ela nos devolve para dentro, nos permite olhar nossa rotina com ternura e transformar o simples em algo encantado e inspirador.
Essa melancolia não é um peso. É quase um portal, uma porta secreta de volta para o nosso próprio mundo da lua, onde tudo ganha sentido, aprendemos a interpretar nossos sentimentos e lidar com nossa Colombina particular.
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